Maurício Souza, jogador de vôlei e medalhista olímpico, foi demitido do Minas por… emitir sua opinião. Como? Eu passo a explicar:

1- Maurício faz uma postagem em seu Instagram pessoal, de duas linhas, em que discorda da versão homossexual do Super-Homem.

2- Douglas Souza, jogador e colega de Maurício na Seleção Brasileira, que é homossexual, se mete sem ser chamado, toma para si a postagem e se ofende.

3- A repercussão é tomada. A Fiat, uma das patrocinadoras do clube diz, em comunicado, que vai tomar providências. Douglas Souza que, pasmem, jogou ao lado de Maurício há pouco tempo nas Olimpíadas, sabe que ele tem filhos pra criar, nunca denunciou qualquer atitude homofóbica do Maurício tendo convivido com ele e, mesmo assim, buscou problema com o colega e comemorou dizendo que aguarda novidades.

4- Maurício é demitido.Maurício não cometeu crime algum, tampouco foi homofóbico, não promoveu discurso de ódio e nem se colocou contra ou tentou impedir a liberdade dos homossexuais. Ele apenas não concorda com um Super-Homem homossexual e, eu, também não. Assim como também não concordo com certas cenas de casalzinho hétero da Malhação às cinco da tarde. Opinião não é crime. Na minha visão de mundo, existe um abismo enorme entre respeitar os seres humanos e me curvar para suas exigências e vontades. A banalização e o uso indevido de pautas com o único fim de restringir a ação do próximo é uma falta grave. O caminho está sendo inverso: no lugar do respeito exigido, haverá o medo. E, com ele, mais segregação.Uma turma que tem como pauta sumaríssima, a liberdade de expressão, mas agride todas as opiniões que sejam contrárias às suas. Urram gritos por liberdade, mas querem obrigar que outras pessoas não só se expressem, mas que tenham exatamente a mesma opinião que as suas, pois, do contrário, te castigarão em seu tribunal pútrido e pérfido, fétido a hipocrisia e ao verdadeiro fascismo. Sanguessugas à espera que o próximo corpo despenque para sugar-lhes até o último suspiro.Os verdadeiros genocidas do linchamento virtual: sim, pois esse patrulhamento ideológico autoritário travestido de preocupação social, ainda vai destruir muitas vidas — ou matá-las.

TEXTO Juan Gusman

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